CORTE OU NAMORO?
As três palavras mais repetidas do nosso tempo é SEXO, DROGA, e ROCK. E dentro de um sistema confuso de valores, vem o “ficar”, o “rolo”, o “caso”, e até namoro sem honra, resultando em casamentos, ou ajuntamentos conflituosos, de curta duração.
O namoro como o conhecemos está mais para o sexo do que para a espiritualidade. A sociedade chama pessoas que se prostituem de “namoradas”. O termo namoro está contaminado!
O namoro à moda do mundo é o caminho mais curto para decepções, traumas, frustrações, perda de confiança, vinganças passionais, fornicação, gravidez precoce, pais envergonhados, desonra, crianças inocentes vitimadas por quem deveria amar, e filhos indiferentes ao evangelho no futuro.
Há bons livros, que tratam do namoro à moda de Deus e um deles, EU DISSE ADEUS AO NAMORO, de Joshua Harris, é excelente para ser lido antes de você iniciar um relacionamento, visando edificar uma família cristã. Harris ensina que Deus não quer tesourar o seu prazer, como pensam jovens sem compromisso com Deus, mas instituir um relacionamento abençoador para toda a vida. E o homem e a mulher, que ficam dentro dos limites de Deus, descobrirá o amor verdadeiro (1Corintios 13), e serão abençoados no propósito.
I – NAMORO - CORTE À MODA DO MUNDO
a) Associa intimidade sem compromisso.
O jovem começa o relacionamento como se o outro fosse um “terreno amigo”, a ser conquistado, possuído, gradualmente. Na verdade, o jovem nem quer falar em casamento, embora namorando. Por isto, brigam, separam, brigam...
Às vezes, um dos dois está indo para o fundo do poço, e o outro solta a corda até para ter um motivo de romper o relacionamento, para sair atrás de novo relacionamento mais “interessante”.
Às vezes, um cede no físico, achando que vai ter o outro definitivamente. Este é um engano definitivo. Quebra de princípios morais trazem resultados negativos. Deus diz para não defraudar uma pessoa com desejos que não podem ser satisfeitos a não ser no casamento (1Ts 4.6).
b) O namoro associa intimidade física com amor verdadeiro.
Muitas vezes, os que namoram podem desempenhar diferentes papéis, ou máscaras, com medo de perder o outro. Ou seja, o enamorado não se mostra como realmente é.
À medida que o tempo vai passando os dois vão se tornando fisicamente mais íntimos e, então, acham que estão amando profundamente, relacionando desejos sexuais com amor genuíno. E, surge a pergunta: Que mal faz se nos amamos?
c) O namoro negligencia valores essenciais.
Os enamorados estão focados apenas em si. Esquecem de amadurecer e cultivar relacionamentos com a família um do outro, a honra, a obediência, a bênção. Muitos brigam com os pais e os agridem, para ter privilégios ou uma aprovação superficial.
Quando uma pessoa se casa ela se casa com irmãos, primos, tios, avós, e pais da pessoa que diz que ama. E esses relacionamentos precisam ser reforçados, honrados e cultivados.
Os jovens devem investir em seu amadurecimento espiritual (avalie a paixão por Deus, honra ao Corpo de Cristo, etc, da pessoa), social (avalie a maturidade, idade, os amigos, relacionamento com os pais, professores, tempo que fica no emprego, etc), e intelectual (avalie a paixão pelo saber, qualificação profissional, planos para crescer, etc). Há muitos que partem para o namoro ainda bem imaturos, sem poder sustentar sonho de casamento, precisando de dinheiro dos pais até para comprar um sorvete para a namorada.
d) Namoro pode apressar união por razões, ou motivações equivocadas – sair de casa, tornar o frio mais aconchegante, cuidar da criança que vai nascer.
II – CORTE - NAMORO À MODA DE DEUS
Namoro à moda de Deus não é um namoro mundano aperfeiçoado, que tira o motel, mas mantém os escondidinhos.
a) Deus nos fez com propósito.
Deus colocou o primeiro casal em um jardim para que o primeiro casal fosse a glória de sua criação, o seu deleite. Depois, e só depois, o abençoou. Desta forma, o casal deve associar o namoro ao propósito de Deus, para em seguida ser abençoado, no jardim, no estado familiar, na presença de Deus (Gn. 1.28s). Romper esses limites é candidatar-se à maldição.
b) Alinhar-se com a Deus.
Sair de um paradigma mundano, no relacionamento, para um paradigma de Deus, é preciso transicionar a mente (Rm. 12.1-3). Devemos renunciar ao que eu “acho” para andar pelo achar de Deus. Deixar de ver o “que todo mundo faz”, para fazer o que Deus quer que eu faça.
Um salvo precisa lembrar que a alma (sede dos desejos, vontade, pensamentos) não se converte. E a vontade de Deus é a nossa santificaçã (mental, inclusive) – 1Tess. 4. A carne deve ser crucificada. Jesus tipificou isto – “seja feita a tua vontade”, sendo obediente até “morte de cruz”, diz Paulo.
A corte é um compromisso de adotar a pureza e o propósito de Deus no relacionamento, para futuro casamento. Quem rompe namoro sai da igreja, fica odiando a pessoa, se sente enganado. Mas, que vive o compromisso poderá até orar juntos, sem culpa, depois do término.
c) Ter o amor genuíno como verdadeira motivação
O mundo confunde o físico com o coração, o desejo com o propósito, a paixão com o amor. Mas, quem ama honra. Quem ama, espera. Quem ama não vê o outro como objeto.
Leia 1Corintios 13 e aplique cada princípio ao seu relacionamento. Você verá que amar é uma aliança inquebrável. É um compartilhar mútuo do amor de Deus que está no coração.
Qual sua motivação? É ter desejos satisfeitos ou amar a pessoa? É pedir que a pessoa atenda seus desejos ou tornar a pessoa mais feliz, e honrada? Um filho de Deus tem paradigmas santos!
d) Ter o futuro de harmonia e paz como meta.
O divórcio começa no namoro. Então, você pode escolher entre um relacionamento duradouro e um relacionamento conflituoso, entre o namoro com os seus perigos, e a corte com a bênção de Deus e dos pais.
A corte não é garantia que tudo vai dar certo, que não haverá conflito. Mas, se a corte é levada a sério, em aliança, entre dois filhos de Deus, a possibilidade de um casamento dar errado é muito menor. E os momentos de afeto e prazer, sem uma herança de culpa, será mais gratificante, pois o sexo está associado ao propósito e à benção de Deus, dentro do casamento.
Quem escolhe a Corte como processo de relacionamento deve fazer isto para agradar a Deus, e não para agradar pessoas ou instituições, nem mesmo à própria família, uma semeadura de bênção.
e) Orar pela indicação de Deus antes de entrar em compromisso (Gn.24).
Primeiramente, você não deve buscar uma pessoa para o seu lado apenas por que todos esperam isto, porque você já está na idade, porque os outros pressionam. Ou, pior ainda, porque você viu a pessoa e ficou apaixonado logo de saída. Pode ser que a pessoa está atrás, se oferecendo, pedindo uma resposta. Medite em Filipenses 1.9,10 e veja como direcionar o seu próximo ou atual relacionamento. Lembre-se que você está semeando para a vida toda. Não permita que os outros determinem o seu futuro ou a sua conduta.
Conclusão
Deus quer ser o parceiro principal do seu namoro. Pense que você será o sacerdote de sua futura família e conselheiro dos seus futuros filhos. Então, deixe a luz de Deus brilhar através do seu relacionamento.
Quase sempre, casais que se separam depois de anos de convivência, de enormes gastos com cerimônias e festas, depois de serem pais, é porque vinham arrastando semente de imoralidade ao longo do tempo. O amor e o desejo de abençoar uma pessoa, e agradar a Deus com santidade, e não intimidade sexual, é que faz durar um casamento.
Bispo Francisco Rodrigues dos Santos
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