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ALMA LIMPA VOTA EM FICHA-LIMPA

“Nunca antes o Brasil viveu dias tão sujos, tão pornográficos, tão cínicos! Eleitor de alma limpa só vota em ficha-limpa!” (*)

          A Justiça ainda discute se os “fichas-sujas” podem ou não se candidatar. Diante da realidade mencionada pela Professora Sandra Cavalcanti, cabe a cada eleitor rejeitar o ficha-suja, e eleger o ficha-limpa. Ficha-suja é aquele que foi acusado de má administração, uso indevido do dinheiro público, quebra de decoro parlamentar, renúncia para livrar-se de cassação e outros, e que foi julgado como réu por mais de um juiz. Ou seja, tudo indica que tem culpa no cartório.

Para a Deputada Constituinte, Sandra Cavalcanti, que professa ser cristã, “pessoas que cultivam valores morais revelam firmeza de comportamento”.
Cabe aos partidos impedir candidatos com ficha suja, mas os recursos impetrados junto aos tribunais, às vezes, impedem os partidos de impedir isso. Os fichas-sujas apostam na morosidade da justiça. Mas, no dia 03 de outubro, é responsabilidade do eleitor e não do partido.

Antes de votar, o eleitor deve ter respostas para as seguintes perguntas: O candidato está indiciado por alguma acusação? Desviou dinheiro dos cofres públicos? Usou Caixa 2? Corrompeu ou foi corrompido? Ficou rico em pouco tempo? Fez parte de alguma licitação fraudulenta? Ele fez parte ou organizou algum tipo de milícia? Fez parte de invasão de propriedade alheia? Está envolvido com algum tipo de crime organizado ou de atividades ilegais? Tem um caráter provado?

Todos os candidatos estão pagando milhões de reais para os que fazem propaganda ou maquiagem política, para fazer cada candidato parecer o melhor e mais santo que o outro. E alguns se dizem “evangélicos”. Indague, pesquise, pergunte. Não se deixe enganar!
Os candidatos querem ser eleitos para defenderem, nas casas legislativas, diferentes ideologias e interesses partidários, interesses do grupo que os apóiam, e seus próprios interesses.  E quem vai defender os direitos constitucionais das Igrejas? Se você não pode ser essa pessoa, então vote em alguém que possa fazer isto no seu lugar!

A igreja não tem partido, mas toma partido a favor do bem, da vida, dos valores morais, da verdade, da família, do respeito às leis. Um eleitor cristão, além de fazer o exame da ficha de cada candidato, precisa orar e pedir orientação divina para votar em quem seja capaz, honesto, preferencialmente cristão, pois eleger uma autoridade é eleger um ministro de Deus na área de atuação civil! O seu voto é sagrado!
Que Deus nos ajude a exercer de modo responsável a nossa cidadania. Para o bem do nosso país e do Reino de Deus.

Bispo Francisco Rodrigues dos Santos

(*) Sandra Cavalcanti, professora, foi Deputada Federal Constituinte, em O Estado de São Paulo, 09/0810, pg.A2.


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